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Review: Sniper Ghost Warrior 3

O game é uma grata evolução do segundo título da série, pois corrigiu, ou melhorou, alguns aspectos que eu havia criticado naquele review. Tanto os gráficos, quando a jogabilidade, receberam melhorias que saltam aos olhos. Além disso, o título entrega uma trama muito mais interessante.

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Este jogo de tiro em primeira pessoa, com características de “stealth”, foi desenvolvido e publicado pela CI Games com a CryEngine. Ele chegou às lojas em 25 de abril de 2017 para PS4, Xbox One e PC com . Este review foi feito com a versão para o console da Sony. Entretanto, se você quer rodá-lo no computador, é bom consultar antes os requisitos de sistema.

Sniper Ghost Warrior 3

A história leva o jogador para um conflito moderno entre três facções. No meio desta guerra, controlamos um sniper americano altamente treinado, mas que tem recursos para realizar combates mais próximos também. Além de eliminar as principais ameaças do jogo, o protagonista também precisa se preocupar com a própria sobrevivência, em um território descrito como “totalmente hostil”.

Os cenários possuem muitas elevações, florestas densas e diversas estruturas que ajudam a criar um ambiente propício para a ação do jogo, que é baseada em ser sutil, achar um bom ponto para o sniper e abater os alvos à distância. Nesse sentido, a paisagem pode influenciar de forma direta na jogabilidade e tornar uma missão difícil se você não fizer o reconhecimento da área antes.

O mapa do jogo é imenso e você vai precisar de um carro para percorrer de um pouco ao outro. Ir a pé é cansativo, enfadonho. Por outro lado, dirigir um veículo é uma tarefa difícil. Os controles são simples, mas a visão de dentro do carro atrapalha. Por se tratar de um terreno acidentado, cheio de elevações, é difícil entender por onde está o caminho certo, mesmo seguindo o radar fielmente.

Sniper Ghost Warrior 3

Ainda sobre este enorme mundo aberto, apesar de ser rico, bonito e fantástico para o gameplay, decepciona o fato de não ter nada para fazer, apesar de várias localidades diferentes. A maior parte das vilas e postos avançados estão vazios e existem poucos NPCs.

Jogabilidade é fácil de executar, mas muito desafiante. O gameplay não dá margem para erros. Se você for descoberto em campo aberto, será morto com poucos tiros sem nem saber quem está atirando. Apesar dos produtores afirmarem que existem diversas maneiras de se resolver uma missão, a paciência e a estratégia sempre serão as melhores opções.

O Sniper Ghost Warrior 3 é dividido em atos, que por sua vez, é separado em capítulos. Adorei a ideia deste formato, que se não inédito, auxilia para o jogador ter uma boa ideia do que já foi percorrido na história do jogo e o que ainda precisa ser feito.

Sniper Ghost Warrior 3

A ideia da casa protegida (safehouse) é boa. Um local onde o protagonista usa para descansar, trocar de arma e fabricar munições. Este também é o único lugar onde o personagem pega as suas missões principais e dá continuidade à trama. Este tipo de mecânica sempre pode ser interessante, mas da maneira como é realizada, deixou o gameplay travado e cansativo, pois o jogador sempre terá que voltar para este lugar para iniciar uma nova tarefa importante.

O jogo Sniper Ghost Warrior 3 tem uma imersão incrível, e três fatores ajudam muito neste sentido. A história se passa no interior da Geórgia e a trilha sonora possui músicas locais, que ajudam a criar uma ambientação sonora que te coloca dentro do game.

Os movimentos do personagem ao entrar no carro ou escalar uma rocha, por exemplo, são muito reais, calmos e fluidos. Para completar, as armas são muito bem detalhadas, tanto no aspecto visual, quando nos ajustes. Principalmente a arma principal, um rifle de precisão de longo alcance que é usado o tempo todo.

Assuntos

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.

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