Review: LEGO Worlds


LEGO Worlds

Quando jogamos , é impossível não estabelecer uma comparação com Minecraft, jogo que fundamentou as bases deste gênero. O título da TT Games bebeu dessa fonte, as referências são claras. Entretanto, a impressão deixada é que eles aprenderam com os erros e acertos dos outros games para entregar um produto sublime, que consegue caminhar com as próprias pernas e elevar o gênero à outro patamar. Confira o review completo abaixo:

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O Worlds é um game de mundo aberto criado pela TT Games e distribuído no Brasil pela WB Games. O jogo foi lançado no dia 7 de março para PlayStation 4, Xbox One e PC via Steam. A nossa análise foi feita com uma cópia cedida pela assessoria da própria distribuidora.

Seu grande atrativo é a possibilidade que os jogadores têm de criar seus próprios mundos com ferramentas que permitem construir, pintar, copiar e colar objetos. É possível inserir peça por peça ou colocar enormes estruturas pré-montadas. LEGO Worlds tem ainda um modo multiplayer, que possibilita aos jogadores explorar os mundos criados por outros membros. Também será possível construir coisas em modo competitivo e cooperativo. As possibilidades são quase infinitas.

Se você está acostumado a jogar os games da franquia LEGO, saiba que o LEGO Worlds é diferente de tudo que você já viu. Enquanto as outras produções trazem uma história linear, este aqui te deixa fazer quase tudo que vier à sua cabeça, como um verdadeiro sandbox tem que ser. O vídeo que incluí neste review, é apenas uma fração do que você consegue fazer no jogo. É para deixar qualquer pessoa que goste do gênero entretido por várias horas. Aperte o play:

Apesar de o jogo não ter um fio condutor, ele possui mini objetivos que deixa o jogador focado, mesmo em um mundo repleto de atividades e cavernas para explorar. Se quiser evoluir no jogo, descobrir novos mundos e acumular cada vez mais blocos LEGO interessantes, deverá sim cumprir as tarefas propostas.

Os games estilo Minecraft são conhecidos por ter gráficos mais simples, mas o LEGO Worlds rompe essa barreira, ignora qualquer limitação do gênero e traz uma direção de arte incrível. O game é bonito, diverso e traz características exclusivas em cada mundo ou bioma que você visitar. Mais impressionante ainda, é ver como o jogo consegue chegar neste nível de excelência no PC com placas de vídeo tão modestas.

LEGO Worlds

Joguei o game no PlayStation 4 e não sei no PC os controles são facilitados. Porém, tive dificuldade de dominar alguns comandos no DualShock 4, principalmente no que diz respeito ao zoom e interação com os objetos. Em alguns casos, o próprio cenário atrapalha, e você deve abrir espaço retirando os blocos em volta.

Para um jogo desse tamanho, com essa ousadia, alguns bugs são inevitáveis. Mas são tão irrelevantes diante de tudo, que nem vale a menção. De fato, apenas dois aspectos, do jogo inteiro, conseguiram me deixar bem incomodado. Primeiro a câmera. Ela é tão maluca, tão fora de rumo, que em certas ocasiões até atrapalha a interação entre o protagonista e o NPC. Por causa da câmera, é um sofrimento fazer qualquer atividade em ambientes fechados, principalmente construir qualquer coisa.

LEGO Worlds

O outro aspecto são os menus. Nesse tópico, ao que parece, tentaram fazer algo simples e orgânico, mas o resultado é muito confuso. Você demora a entender a diferença entre o que são itens do seu inventário (que podem ser usados como utensílios) e o que são os itens de cenário. Aqueles pequenos objetos encontrados por todo o jogo. Além disso, a própria organização dos itens é pobre e você terá uma dificuldade enorme de encontrar algum item quando tiver com o inventário cheio.

LEGO Worlds é aquele típico jogo que os pais usam os filhos como desculpa para comprar e jogar por horas a fio. Ele será sim uma diversão garantida para toda a família, mas creio que tem um grau de complexidade que pode torná-lo difícil para as crianças mais novas, diferente dos jogos da franquia LEGO, que costumam ser mais orgânicos.

Gráficos9
Som10
Jogabilidade7.5
Diversão10
9.1

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Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.