Review: Kingsman: O Círculo Dourado


A sequência Kingsman: O Círculo Dourado traz tudo o que promete no trailer e mais. O dobro de explosões, de lutas, de sarcasmo e de surpresas. O filme não se prende a realidade em nenhum momento e se posiciona claramente como uma comédia escrachada, sem medo de debochar de qualquer assunto, até mesmo do presidente dos Estados Unidos.

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O filme começa com uma cena de luta em plano sequência que deixa o espectador ligado e o prepara para o ritmo que ele irá seguir. Na sequência, acontece um ataque súbito à Kingsman onde poucos sobrevivem. Sem agentes e sem recursos, eles vão para o Kentucky, Estados Unidos, pedir ajuda à Statesman; onde somos apresentados aos novos personagens Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger Ale (Halle Berry).

Kingsman: O Círculo Dourado

Quando as duas agências primas trabalham juntas, descobrem que o ataque à agência britânica foi causado pela vilã da trama Poppy (Julianne Moore), dona de um poderosíssimo cartel de drogas que está cansada de se esconder e tem um plano mundial e cruel para se fazer conhecida e respeitada.

A atriz Julianne Moore está perfeita no papel de vilã psicótica, causando um certo estranhamento ao ser inescrupulosa e gentil na forma de falar ao mesmo tempo. Harry, personagem de Colin Firth, volta diferente do agente que foi, vemos ele tentando superar o trauma que passou no primeiro longa.

Kingsman: O Círculo Dourado

O filme também traz a participação sensacional de Elton John, interpretando ele mesmo. Esperava que fosse uma aparição gratuita, mas o elemento comédia que ele traz ao filme é impagável. A piada nunca cansa! Aliás, esse filme é uma tirada atrás da outra, eu ri tanto que fiquei cansada. O filme te arranca risadas até das cenas mais constrangedoras.

A ação está excelente também: lutas bem coreografadas e absurdas ao som de músicas totalmente inesperadas que casam bem com as sequências.

Kingsman: O Círculo Dourado

Uma coisa que me incomodou bastante no filme foi o roteiro não tratar com respeito personagens importantes. E alguns acontecimentos gratuitos que tiraram a profundidade de cenas que realmente precisavam de certa seriedade. Kingsman: O Círculo Dourado é tão exagerado, que não consegue perceber o limite quando tem que frear um pouco para dar importância a algo que merecia mais atenção. Assim, ele escolhe tratar os personagens como peças descartáveis, matando-os de formas embaraçosas.

Kingsman: O Círculo Dourado é um filme que não se leva a sério e extrapola todos os limites, mas que cumpre bem o seu papel de entretenimento para quem gosta do gênero. Ele estreia no dia 28 de setembro nos cinemas brasileiros.

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Assuntos Cinema
Beatriz Figueiredo

Beatriz Figueiredo

Meu nome é Beatriz, sou gastrônoma, cozinheira profissional e o meu hobbie definitivamente é ir ao cinema. Nas horas vagas, estou sempre em busca de melhorar a minha compreensão sobre a sétima arte, para deixar aqui os meus dois centavos sobre o assunto.