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Review: Need for Speed Payback

A cidade que a Ghost Games criou para o jogo é incrível

O põe um pouco de lado a competição da corrida, aquela vontade de chegar em primeiro, para focar completamente na ação, na história e nas colisões. Entenda, nada disso é necessariamente ruim, é apenas uma escolha de caminho. Aliás, essa é a melhor parte do game.

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Entretanto, por essa escolha de estrutura, o jogo demora a prender o interesse. As corridas iniciais, que fazem parte do prólogo, são interrompidas para dar prosseguimento a trama, para entrar algum diálogo ou aparecer alguma cena cinematográfica. Neste começo, você tem a sensação que a corrida, aquela busca pela velocidade, ficou em segundo plano.

Need for Speed Payback

Logo que as disputas passam a valer, ainda integradas ao seguimento da história, chegar em primeiro na linha final é uma tarefa árdua mesmo se estiver no nível médio, pois a dificuldade é totalmente desbalanceada. As corridas em Need for Speed Payback levam mais em consideração o uso no Nitro do que a habilidade do jogador. Não importa se você for bem nas curvas e saber ultrapassar os adversários, o jogo te força a usar o Nitro o tempo todo e sem ele você não conseguirá a vitória.

A cidade que a Ghost Games criou para o jogo é incrível, muito bem detalhada e com atividades extras para ajudar a acumular o dinheiro virtual do game. Neste aspecto, ele lembra um pouco Forza Horizon (Microsoft) ou The Crew (Ubisoft). É possível andar livremente pelo mapa em busca de desafios, lojas de peças, de carros ou novas corridas que não estão ligadas à história principal. Neste último caso, ainda podemos ver o melhor tempo entre os nossos amigos.

Need for Speed Payback

Outro ponto positivo de Need for Speed Payback é a trilha sonora, composta por músicas atuais e diversificadas como Queens of the Stone Age, Jaden Smith, Gorillaz e muito mais. Os estilos de música são divididas no jogo conforme as atividades que estão sendo praticada na hora, como Drift, Arrancada, Fuga, tem trilha até para a Garagem e o mundo livre. As escolhas são direcionadas para criar o clima necessário para a ação.

Quanto ao gameplay, sei que Need for Speed Payback é uma experiência totalmente arcade, mas me incomodou um pouco o fato da direção não se alterar muito se você está pilotando na pista ou na terra, mesmo com carros preparados para asfalto.

Need for Speed Payback

Por ser um game produzido pela Ghost Games, você percebe na hora as semelhanças com a série Burnout (também desenvolvida por eles), principalmente quando há as colisões e os carros adversários voam em câmera lenta. Neste momento, e você deve ter visto nos trailers, a retomada para o volante faz você perder um pouco o rumo na pista quando volta para a ação.

Need for Speed Payback

Aliás, o jogo alterna entre enviar o jogador para as disputas de rua, como qualquer jogo de corrida underground, e missões estilo Velozes e Furiosos, onde é necessário tirar carros da pista, se aproximar de um caminhão em movimento para efetuar um roubo ou fugir da polícia. As corridas do ponto A ao ponto B não trazem muita emoção (divididas aqui em Arrancada, Drift, Corrida e Off-Road) e não acrescentam nada do que já encontramos por aí, mas essa ação cinematográfica é a melhor parte do jogo (traduzido na opção “Fuga”).

Posso usar como o exemplo a cena do trailer, que não será spoiler. Em certo momento da perseguição, você terá que desviar de carros parados, capotados e barris de óleo pegando fogo no meio da pista, o que adicionou mais um elemento de tensão ao jogo. Jogar em uma tela grande será fundamental para ter uma experiência mais imersiva, pois enquanto você está acelerando, existem outras coisas acontecendo ao seu redor na estrada, como carros voando por todo lado no melhor estilo hollywoodiano.

Os gráficos estão muito bonitos, limpos, refinados (não encontrei nenhum glith pelo caminho). É um game bem redondo, mas por outro lado, não traz nada de novo para a indústria dos videogames. Logo um jogo da série Need for Speed, que sempre teve na vanguarda.

Need for Speed sempre foi uma série de corridas “ilegais”, e alguns títulos da franquia tinham enredos para justificar os rachas e perseguições. Porém, Payback parece ter uma preocupação muito maior com a história, ao inserir uma trama mais complexa de vingança. Os jogadores “assumirão uma variedade de desafios e eventos como Tyler, o Piloto; Mac, o Artista; e Jess, a Rainha do Asfalto, para ganhar o respeito do cenário underground”.

Infelizmente, esses personagens não são apresentados de maneira adequada no começo, e você só passar a se importar com eles aos poucos, quando conhece melhor suas personalidades. Por ser um jogo com uma história tão bem elaborada, deveriam ao menos dar mais importância para a física do jogos. Explico: uma pancada mais forte faz o carro voar e capotar com grande violência, mas nada acontece com o veículo, e nem com a pessoa que está pilotando. Não há consequências para seus erros neste jogo, as vidas nunca estão em risco. E isso tira muito da imersão.

Need for Speed Payback

Gráficos - 8
Jogabilidade - 7
Som - 9
Diversão - 6

7.5

Bom

User Rating: 4.53 ( 2 votes)
Assuntos

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.
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