Tomb Raider

Review: Tomb Raider

sofreu um reboot e mudou completamente a sua dinâmica. Enquanto toda a franquia de jogos era focada na exploração, este é na sobrevivência de Lara Croft. Em uma ilha mística, após um naufrágio, Lara terá que mostrar todo o seu conhecimento para sobreviver aos perigos da ilha e ao ataque dos inimigos.

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Essa mudança deixou o jogo mais rápido, divertido, porém muito linear. Ele até deixa você explorar um pouco o cenário atrás de itens e munição, e espalhou vários achados arqueológicos, assim como em Uncharted, para dar uma falsa sensação de mundo aberto. Mas na maioria do tempo, você está indo do ponto A ao ponto B, sem a possibilidade de voltar ou encontrar caminhos alternativos. O único momento em que você sai um pouco dos trilhos é quando encontra uma tumba a ser explorada. Afinal, é Tomb Raider.

Qualidade gráfica surpreende

O design do jogo mostra que ele está com uma “pegada” bem mais adulta do que os anteriores. Além de tumbas e sítios históricos, Lara Croft terá que se rastejar por cenários cheios de ossos, e corpos dilacerados. Ademais, suas mortes estão muito mais explícitas e violentas. Em alguns casos, acho o realismo até exagerado.

Com cenários e personagens muito bem construídos, percebe-se pouquíssimos bugs no jogo, e os que existem não atrapalham e não te tiram da imersão. Em nenhum momento você fica empacado por não “entender” o cenário, mesmo em algumas localidades bem caóticas por onde ela passa.

Lara Croft está muito bem detalhada. Os cortes, furos e marcas de pancadas ficam nela durante o passar do jogo, o que mostra a preocupação dos desenvolvedores com o realismo. Apesar disso tudo, e com a comparação sendo inevitável, Uncharted 2 e 3 ainda são jogos muito superiores quando o quesito é grandiosidade do cenário e qualidade de renderização do 3D dos personagens. Mas Tomb Raider não fica muito atrás.

Tomb Raider

Trilha sonora decepciona

A trilha sonora é o ponto fraco do jogo. Não há nenhum tema épico ou memorável, como Uncharted tem por exemplo. De qualquer modo, o som está muito bem trabalhado no jogo, cada ruído está muito bem inserido, criando a ambientação necessária.

Jogabilidade intuitiva e ágil

A jogabilidade é bem intuitiva, e fácil de aprender. O triângulo é usado para atacar, o círculo para se esquivar, o X para pular e o quadrado para qualquer tipo de interação com cenários (quebrar uma caixa, usar uma ferramenta, etc). O L1 é usado para mirar a arma, enquanto o R1 é usado para atirar. Pronto, é isso.

Em nenhum momento do jogo você se sente preso por causa da jogabilidade. Você sempre sabe o que fazer e como agir, mesmo para um cara atrapalhado como eu, que costuma trocar de botões de vez em quando. Neste jogo, isso não acontece.

No item diversão, falaremos melhor sobre a dificuldade do jogo. Mas ele é tão fácil, que não é necessário nem apertar um botão para se proteger atrás de um “murinho” por exemplo, basta chegar perto que ela já se abaixa. Aliás, os inimigos não oferecem nenhuma resistência no combate corpo a corpo. Basta chegar perto com o triângulo apertado que Lara acerta e mata o cara com apenas duas porradas. Isso incomodou muito.

Tomb Raider é um típico jogo para a nova geração de jogadores. Jogabilidade linear em uma história bem amarrada, dicas e truques que facilitam muito para o jogador, saves automáticos e inimigos que representam pouco desafio. É mais um daqueles jogos fáceis de se terminar, mesmo no nível médio.

Um recurso que incomodou muito foi aquele que usa o botão “R2” do controle do PS3. Ao apertá-lo o objetivo de Lara Croft naquele cenário brilha, enquanto o resto fica cinza. Além de tirar a imersão, faz o jogador parecer um idiota que não sabe descobrir sozinho. Totalmente desnecessário.

Entretanto, esse tipo de facilidade não tira a diversão do jogo, que é baseada nos inúmeros tipos de movimentos e ferramentas que Lara Croft tem. Ela se esquiva, escorrega, nada, escala, usa paraquedas e outros. Com isso, o jogo se torna dinâmico e em nenhum momento fica repetitivo ou enjoativo, pois você sempre tem que fazer uma coisa nova. Vale cada centavo gasto. Diversão garantida.

Gráficos10
Som9
Jogabilidade9
Diversão9
9.3

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.