Mirror’s Edge Catalyst

Review: Mirror’s Edge Catalyst

O primeiro Mirror’s Edge, lançado em 2008, foi um título revolucionário para a sua época. Trouxe uma mecânica com movimentos de parkour em primeira pessoa que posteriormente foi imitada por vários outros jogos. Quando comecei a jogar Mirror’s Edge Catalyst, esperava o mesmo espírito, queria me surpreender de novo, mas não foi o que aconteceu.

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Mirror’s Edge Catalyst, lançado para PlayStation 4, Xbox One e , traz de volta a corredora Faith Connors, em uma espécie de “reboot” para a série. O game foi desenvolvido pela DICE com a engine Frostbite, a mesma que ganhou fama com a série Battlefield e estará na série FIFA pela primeira vez em FIFA 17.

O jogo começa com Faith sendo libertada da prisão e indo ao encontro do seu grupo, os Corredores. Toda essa primeira parte é extensa e serve para os novos jogadores se habituarem com todos os movimentos, comandos e combinações, como um tutorial velado.

Mirror's Edge

Sem dúvida, quem jogou o primeiro título, estará familiarizado com a mecânica de corrida e escalada. Os comandos e o tempo de ação estão muito parecidos. Por outro lado, quem nunca jogou Mirror’s Edge, pode demorar um pouco até pegar o jeito.

Ao mesmo tempo que não houve muitas mudanças na mecânica de parkour, as lutas estão mais fluidas, rápidas e interessantes. Você pode aproveitar o movimento da Faith para desferir golpes mais fortes, poderá também aplicar um chute surpresa em um dos inimigos para que ele caia sobre outro. Assim, você ganha tempo e evita que a protagonista fique cercada. Mesmo assim, a briga ainda não é o foco do jogo. Ainda bem.

Falando da qualidade gráfica, Mirror’s Edge Catalyst avançou em diversos aspectos, se comparado ao primeiro. Os cenários estão mais coloridos e com mais texturas, os espaços fechados são mais ricos. Porém, quando você está no alto de um prédio e tem uma visão geral da cidade, parece que o game não terminou de ser renderizado. Em alguns pontos, enchem os olhos, em outros, parece que o jogo não foi finalizado. Por outro lado, as cutscene em CG estão belíssimas e aparecem em momentos chaves do jogo, para manter o jogador entretido com a trama.

Tudo bem, a cidade de Glass é limpa, pasteurizada, sem graça. Mas isso não é um defeito, faz parte da estética do jogo e ajuda como reforço da trama, para mostrar como é fria, impessoal, e até desumana, esse governo totalitarista do Conglomerado que Faith e outros rebeldes combatem. De qualquer maneira, isso não é justificativa para o pouco esmero que tiveram em alguns pontos visuais do jogo.

Mirror's Edge Catalyst

Toda a parte de áudio do jogo tem um cuidado fantástico. Desde a trilha sonora, que ajuda a compor muito bem o clima, passando pelos efeitos sonoros quando interagimos com o cenários. O som emitido sempre leva em consideração o tipo de material que Faith tocou ou usou para escalar um ponto mais alto. Além disso, seu tênis faz aquele barulho característico quando está correndo e reduz a velocidade em um piso limpo e liso. São pequenos detalhes, fundamentais, que ajudam na imersão.

O que funciona muito bem no jogo é o conceito de mundo aberto, onde o jogador poderá escolher em qual ponto do mapa quer chegar e qual missão quer fazer primeiro. O game também traz diversas corridas extras, não ligadas as missões principais, para que o jogador possa se desafiar e fazer o percurso no menor tempo possível. Também é possível comparar o seu resultado online com outros jogadores.

Gráficos7
Som9
Jogabilidade7.3
Diversão7
Mirror's Edge Catalyst é uma aposta segura para quem jogou o game de 2008, lançado para PS3, Xbox 360 e PC, mas não sei se tem força para conquistar novos jogadores. Jogabilidade e efeitos sonoros são os pontos fortes.
7.6

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.