Destiny: Ascensão do Ferro

Review: Destiny: Ascensão do Ferro

Se os produtores da manterem a promessa, a expansão Destiny: Ascensão do Ferro deve ser a última antes de 2. Portanto, ela tem uma responsabilidade a mais com o universo do game e seus fiéis jogadores. Se “O Rei dos Possuídos” transformou o jogo em diversos aspectos, a nova expansão é apenas um ótimo novo complemento.

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Essa expansão nos apresentou os Senhores de Ferro. Aquele grupo de Guardiões cujo o integrante mais conhecido, e único sobrevivente, é o Senhor Saladino, o mestre da Bandeira de Ferro. Conhecemos o Hall desses Guardiões, uma nova área social do jogo, um pouco mais de suas histórias e a sua luta para proteger a Cidade do avanço da tecnologia Siva, que na Ascensão do Ferro será descoberta pelos Decaídos.

Apesar de ter uma história isolada das demais, a DLC da Ascensão do Ferro parece servir como uma homenagem ao universo de Destiny, pois eles trazem de volta diversos equipamentos do primeiro ano. Armas que são xodós de jogadores antigos retornaram como “O Peregrino da Amarelinha”, “Espinho” e “Gjallarhorn”. Isso torna o jogo ainda mais saudosista para os jogadores veteranos.

Destiny: Ascensão do Ferro

Cumprindo a promessa que a Bungie fez antes de lançar a expansão, você realmente tem um sentido de conclusão ao final das missões da história, o seu Guardião se torna algo a mais. Porém, diversos outros pontos da trama de Destiny continua sem resposta: Qual o mistério em torno do Porta-Voz? Quem são “Os Nove”? Qual o paradeiro da Rainha dos Despertos? Bom, se você se preocupa com enredo e espera estas ou outras respostas, a Ascensão do Ferro não vai te contar.

A nova área social do jogo, no Pico de Felwinter, é a maior e mais bonita de todas. Sem dúvida, um trabalho de design de cair o queixo. Além disso, novamente, a trilha sonora está absurdamente fantástica.

As alterações de gameplay foram bem sutis, e só os jogadores mais frequentes puderam perceber. Porém, foram mudanças para melhor. O “Rei dos Possuídos” foi além, pois acrescentou a mecânica de jornadas, acertou o tom da narrativa antes confusa, trouxe mais uma pegada de humor nos diálogos e até adicionou uma nova subclasse. Pois bem, “Ascensão do Ferro” não fez nada disso. Eles apenas se limitaram a pegar o que já estava funcionando e fizeram pequenos retoques.

O que chamou mais atenção foram os “Assaltos Heróicos”, que ganharam uma nova vantagem em relação às outras atividades. Eles ficaram mais difíceis com a inclusão dos danos elementais, as “Queimaduras”. Por outro lado, confere itens mais interessantes, que podem fazer o Guardião atingir 365 de Luz. Além disso, aumentaram o número de armas e armaduras exclusivas que o jogador pode ganhar e os itens que podemos colecionar. Até as facções possuem seus próprios pardais, por exemplo. Isso aumenta muito o fator replay para quem é viciado em Destiny.

Claro, para subir ainda mais a sua Luz, será preciso fazer a Incursão, a Bandeira de Ferro ou os Desafios de Osiris, as atividades mais importantes do jogo. Falando na Raid, e para o meu gosto pessoal, achei a atual muito mais interessante e divertida do que a “A Queda do Rei”. A ambientação, as mecânicas para enfrentar os chefes, tudo melhor. Me lembrou muito a “Câmara de Cristal”, que foi a primeira Incursão e, até hoje, é considerada pela comunidade como a melhor.

Gráficos9.5
Som10
Jogabilidade9
Diversão9
Se o "Rei dos Possuídos" teve a missão de arrumar a narrativa de Destiny e trazer de volta os jogadores antigos que haviam parado de jogar, a "Ascensão do Ferro" deverá manter esses fiéis online pelos próximos seis meses. Se você desistiu no ano 1, não é esta expansão que fará você retornar.
9.4

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.