Review: Dead Rising 3

3 é mais um dos jogos da janela de lançamento do Xbox One, e entre vários objetivos, também serve para mostrar o poder de processamento do console. Se o rose: Son of Rome apresenta o “máximo” em gráficos, Dead Rising 3 demonstra como o videogame se comporta bem com muitos elementos na tela.

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São vários objetos renderizados individualmente. Desde uma horda com centenas de zumbis a carros, cenários e armas espalhados pela cidade de Los Perdidos, que é mundo aberto total, para você explorar como quiser. Quando você joga pela primeira vez, impossível não se impressionar com a quantidade absurda de zumbis que aparece no horizonte.

Apesar de ser um tipo de jogo bem galhofa da , Dead Rising 3 consegue mostrar um pouco de como seria a agonia de uma cidade infestada de mortos-vivos. Exigem situações que você simplesmente não sabe para onde ir, não tem por onde passar, e você torce para conseguir subir em algum lugar mais alto e andar por um muro até encontrar um carro.

História vazia e sem graça

A história é bem fraca, ao ponto de não ser algo que te prenda ao jogo. Você simplesmente perde o interesse rapidamente e não se importa com nenhum dos perso. O básico, é o de sempre, um grupo de sobreviventes tentam achar uma saída de uma cidade em quarentena infestada de zumbis, o resto é firula sem importância. Nem mesmo as reviravoltas dentro da trama fazem o interesse aumentar.

Qualidade gráfica é o ponto forte

Como já adiantei, a qualidade gráfica não é o forte deste jogo, não é o que chama atenção. Jogo da geração passada, como The Last of Us, rivaliza com ele facilmente. Os personagens são meio “cartunescos”, sem preocupação com proporções ou realidades. Mas isso não é um defeito, apenas uma escolha estética. Portanto, se tiver procurando realidade, este não é o seu jogo.

O jogo não possui uma trilha sonora marcantes, nem mesmo cria um ambiente para se sentir em uma cidade devastada por zumbis. Um ponto positivo é a representação do som que os zumbis fazem, do jeito que a cultura pop consagrou. Quando a quantidade de zumbis em sua volta aumenta, chega um ponto que o barulho fica ensurdecedor. Um ponto positivo na tentativa de criar certa agonia, em um jogo que prioriza o lado lúdico.

Dead Rising 3

Jogabilidade “sem limites”

O foco deste jogo é na diversão, a jogabilidade é simples, intuitiva e serve para reforçar essa premissa. Com uma introdução muito básica, você rapidamente já está combinando peças para criar suas próprias armas, e o game oferece uma oferta enorme de objetos no cenário para não faltar recursos. Além disso, os golpes, movimentos e até a condução dos automóveis são bem simples, sem nenhuma complicação.

Se por um lado é bom, por outro diminui um pouco o desafio. Depois de alguns minutos jogando, você pega o jeito e dificilmente morrerá durante o jogo para esses zumbis, pois não requer muita habilidade para superá-los, mesmo se você tiver cercado por centenas deles, sempre terá uma saída. Basta usar a imaginação, pois os recursos são basicamente infinitos. Quem já jogoo os outros dois games da série sabe com funciona.

Se quiser ter diversão por horas sem nenhum compromisso, e gosta da temática zumbi, este é o seu jogo. Impressionante como o jogo te deixa preso fazendo coisas tão bobas como procurando fantasias para o protagonista, criando essas armas malucas ou atropelando zumbis. Tudo é motivo para você esquecer da história principal, e até mesmo das secundárias. Com isso, o gameplay se aumenta em muito.

Gráficos7.5
Som7.5
Jogabilidade8.8
Diversão9.5
História5
7.7

Pedro Cardoso

Carioca, jornalista e apaixonado por games, cinema e esporte. Jogo videogame desde o Atari.